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Terça-feira, Janeiro 31, 2006, 17:17




Paz nas tempestades


Ministração por Elaine C. Castro
na Igreja Jesus Voltará - Paranoá /DF,
em 28 de janeiro de 2006.



"Percebendo, pois, Jesus que estavam prestes a vir e levá-Lo à força para O fazerem rei, tornou a retirar-Se para o monte, Ele sozinho. Ao cair da tarde, desceram os Seus discípulos ao mar; e, entrando num barco, atravessavam o mar em direção a Cafarnaum; enquanto isso, escurecera e Jesus ainda não tinha vindo ter com eles; ademais, o mar se empolava, porque soprava forte vento. Tendo, pois, remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram a Jesus andando sobre o mar e aproximando-Se do barco; e ficaram atemorizados. Mas Ele lhes disse: Sou Eu; não temais. Então eles de boa mente O receberam no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam." (João 6.15-21)

O ser humano tem uma tendência natural a acreditar somente naquilo que vê. E ainda assim, muitas vezes vê e não crê. Mas Deus tem convidado Seu povo a permitir-Lhe lhes revelar coisas muito mais maravilhosas que nossos olhos já puderam ver e os nossos pensamentos imaginar. Coisas celestiais. Coisas sobrenaturais.

As multidões que cercavam Cristo quando esteve em corpo na Terra esperavam um messias que seria seu salvador. Contudo, O esperavam para um reino terreno. O povo tinha só a visão terrena de Jesus, embora Cristo já tivesse demonstrado por Seus feitos e Seus milagres que tinha poderes sobrenaturais e que veio estabelecer valores principalmente espirituais ao mundo.

Observamos a atitude limitada e terrena do povo de Israel que queria "levá-Lo à força para O fazerem rei". Um rei que dominasse os termos de Israel e resolvesse seu problema de miséria e escravidão, de menosprezo diante das nações.

Jesus, porém, percebendo isso, declarou-lhes:

"Em verdade, em verdade vos digo que Me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo." (João 6.26-27)

Da mesma forma Cristo nos alerta hoje a vivermos uma vida voltada para os bens espirituais e perenes, respaldando-nos numa prática constante de oração e meditação da Palavra de Deus, que são o alimento para nossas almas e a direção para nossas vidas. Ele age de forma sobrenatural, numa dimensão celestial, para que nós possamos contemplar Sua glória aqui, em vida terrena.

Nesse grande mar que é a vida, cheio de perigos e açoites das águas, muitos de nós insistem em navegar sem a presença de Cristo em seus barquinhos. Os discípulos nos deram esse exemplo, quando desceram sozinhos ao mar e deixaram Jesus para trás, em terra. A mesma passagem no Evangelho segundo Marcos, diz:

"E, tendo-os despedidos [os da multidão] , [Jesus] foi ao monte para orar. E, sobrevindo a tarde, estava o barco no meio do mar, e Ele [Jesus], sozinho em terra."

A grande maioria das pessoas toma suas decisões, realiza suas atividades, formula seus projetos, estabelece suas metas, traça seus próprios destinos sem a orientação de Deus e, pior, sem Sua ajuda. Sem muitos esforços podemos observar que o mundo em que vivemos é formado por uma grande massa de pessoas frustradas e descontentes com a vida, enquanto uma minoria – intitulada "os filhos de Deus" – é conduzida pelo Espírito Santo de Deus e conhece a paz e a felicidade de se viver uma vida sob a orientação de Deus e gozando de Suas graças:

"Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus." (Romanos 8.14)

Jesus ficou em terra, a orar. Os discípulos se aventuraram a navegar:

a) sem oração;
b) sem a companhia de Cristo.

Se tivessem praticado a oração com Cristo antes de se arriscarem a sair ao mar aparentemente calmo, provavelmente saberiam como agir diante daquela situação constrangedora que se formou. Provavelmente teriam mais fé.

Mas a o descaso à oração e à companhia de Cristo os levou a se apavorarem diante da tempestade que se formou no mar. Sozinhos no barco não havia muita esperança para eles. E em nossas vidas também não é diferente. Sozinhos não sabemos como lidar com os problemas que aparecem em nosso caminho. As tempestades assombrosas em nossas vidas nos perturbam e nos oprimem, com a impressão de não haver uma saída para nós.

Tantos corações tristes perambulam pelo mundo sem direção, sem contentamento, sem esperança porque estão sozinhos no barco, conduzindo seus destinos a seu bel-prazer, segundo o que lhes convém!

Mas Jesus... "vendo que se fadigavam a remar porque o vento lhes era contrário, perto da 4ª vigília da noite aproximou-Se deles andando sobre o mar e queria passar-lhes à frente" (Marcos 6.48).

Embora tenha sido deixado para trás por Seus discípulos, Jesus sabia que eles não poderiam sobreviver àquela tempestade sozinhos. Então, vê-los fadigados, cansados, já sem resistências diante daquela fúria que não podiam vencer, foi-lhes ao encontro e quis lhes passar à frente.

Observe: para que a situação fosse dominada por Cristo, Ele devia estar à frente. Constatamos o ensinamento de Deus para nós, onde aprendemos que o Senhor deve sempre estar à nossa frente, conduzindo nossas vidas por onde quer que venhamos a andar; de onde concluímos que, se Cristo não estiver à nossa frente, nos direcionando em tudo, facilmente nos cansaremos, nos fadigaremos, pois combateremos e não conseguiremos vencer os levantes contrários. Ele deve estar à nossa frente e em nosso barquinho em todo o tempo, pois só Ele "dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor." (Isaías 40.29)

Seja qual for a adversidade, Jesus vem ao nosso encontro quando clamarmos com fé porque sabe que deve estar sempre à nossa frente.

Muitas vezes, porém, Cristo Se aproxima, opera sinais e maravilhas, faz o milagre acontecer para que possamos ser salvos da situação constrangedora em que nos encontramos, mas não percebemos isso. Como aqueles discípulos, confundimos Jesus com um fantasma, isto é, não cremos no milagre... Nós, simplesmente, não acreditamos que Ele seja capaz de andar sobre as águas...

Ora, Jesus andava por sobre as águas, mas aqueles discípulos não creram, porque "não tinham compreendido o milagre dos pães; antes o seu coração estava endurecido" (Marcos 6.52). Pouco antes de andar sobre as águas para salvar Seus discípulos, Jesus havia realizado o milagre da multiplicação dos peixes e dos pães (Marcos 6.30-44; Mateus 14.31-21; Lucas 9.10-17; João 6.1-14).

E não é diferente conosco. Mesmo depois de termos contemplado tantos bens do Senhor em nossas vidas, ainda não cremos que Ele seja verdadeiramente Deus poderosos e capaz de fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos (Efésios 3.20-21). Nossos cuidados a cada dia sobre nossos destinos não nos permitem observar o agir de Deus. E isso realmente não é possível porque Deus não age onde nos interferimos. Ele é capaz de cuidar sozinho de todo o universo:

"Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele." (Colossenses 1.17)

"O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens." (Atos 17.24)

O contrário também é verdadeiro: enquanto muitos confundem Cristo com fantasmas (e não crêem nEle), há também muitas e muitas pessoas que confundem fantasmas com Cristo. Por exemplo: os sinais que Moisés realizou para que Faraó permitisse libertar o povo de Deus, também foram reproduzidos pelos magos do Egito, mas por meio de "encantamentos":

"Então Moisés e Arão foram a Faraó, e fizeram assim como o Senhor ordenara; e lançou Arão a sua vara de Faraó, e diante dos seus servos, e tornou-se em serpente. E Faraó também chamou os sábios e encantadores; e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos. Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles. (...) E Moisés e Arão fizeram assim como o Senhor tinha mandado; e levantou a vara e feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue. E os peixes que estavam no rio morreram, e o rio fedeu, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito. Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com os seus encantamentos. " (Êxodo 7.10-12, 20-22)

Deus é soberano! Essa certeza estava no coração de Moisés... e deve estar no seu também. Mas houve um momento em que Moisés e as outras pessoas ao seu redor contemplaram outras pessoas, por meio da magia, fazendo obras como as de Deus. Creio que Faraó tenha se enchido de glória e exultado de alegria dentro de si em pensar que Deus estava sendo pormenorizado no momento em que seus magos imitaram os milagres de Deus.

Contudo, atente para uma palavra que faz toda diferença para interpretarmos bem essa passagem: "ENCANTAMENTOS".

Segundo o dicionário Aurélio, a palavra encantamento quer dizer "Ato ou efeito de encantar", por conseguinte, a palavra "encantar" significa "lançar encantamento ou magia sobre; enfeitiçar; transformar supostamente um ser em outro, por artes mágicas."

Qual a diferença? A diferença é que, para as maravilhas que Deus realizou, a Bíblia utiliza o termo "tornou-se" (a vara tornou-se em serpente, as águas "tornaram-se" sangue). Isto é, elas se transformaram realmente. Houve uma transformação concreta, diferente do que fizeram os magos, que apenas "transformaram supostamente um ser em outro por meio da mágica" para confundir os presentes daquele lugar sobre o poder e a soberania de Deus.

Ora, as bênçãos de Deus são concretas. Elas realmente acontecem e existem. Elas transformam vidas de verdade e são eternas. As maravilhas que o mundo (no texto que lemos é representado pelos magos do Egito) não se compararam. Podem parecer... mas são somente "suposições"... "parecem, mas não são". São ilusões, exatamente como o que aqueles magos fizeram... somente ilusões que supostamente a vara havia se transformado em serpente (como Deus realmente fez acontecer) e as águas se transformado em sangue (como realmente Deus transformou).

O mundo usa encantamentos para iludir milhões. E a falta de sabedoria, de discernimento espiritual tem permitido muitas pessoas descambarem para uma vida de incertezas, inconstâncias, inquietude, desânimo... desilusão!

Sim, desilusão. Porque o que o mundo oferece acaba com o tempo ou com as circunstâncias. Contudo, o que vem da parte de Deus permanece para sempre. E isso é compreendido quando lemos que a serpente que Ele fez de uma simples vara tragou as serpentes ilusórias dos magos... provando a máxima autoridade de Deus, que não se confunde, não se detém nem se deve desprezar.

O mundo oferece muito... mas tudo se acaba com o tempo ou com as circunstâncias; o que vem Deus, porém, é eterno e muitíssimo superior em significância e qualidade.

Por isso devemos estar atentos à voz de Deus, sensíveis a discernir o que vem do Senhor e o que não vem, a fim de não nos confundirmos diante de tantas ofertas agradáveis do mundo para nós, "porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos". (Mateus 24.24)

Quando estamos atentos a Cristo, podemos ouvir Sua doce voz, como aqueles discípulos ouviram, dizendo: "Sou Eu, não temais" (João 6.20). E podemos realmente entender que não há motivos para temer, como também não havia motivos para aqueles discípulos temerem quando viram Cristo Se aproximar, porque:

a) Jesus já tinha realizado milagres para que vissem e cressem que só Ele é o Senhor (como a transformação da água em vinho nas bodas de Canaá – João 2.1-12; a cura do filho de um oficial do rei – João 4.43-54; a cura de um paralítico no tanque de Betesda – João 5.1-15; a multiplicação dos pães e peixes – João 6.1-15; outros que não foram citados pela Bíblia – João 21.25). A cada dia podemos observar os milagres de Cristo em nossas vidas, nas vidas dos que nos cercam, e por todo o mundo. Não há dúvidas que Ele realmente é o Senhor e tem todo poder:

"Levantai ao alto os olhos e vede quem criou estas coisas, quem produz por conta o Seu exército, quem a todas chama pelo seu nome; por causa da grandeza das suas forças e pela fortaleza do seu poder, nenhuma faltará. Porque, pois, dizes, ó Jacó, e tu falas, ó Israel: o meu caminho está encoberto ao Senhor, e o meu juízo passa de largo pelo meu Deus? Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não há esquadrinhação do seu entendimento." (Isaías 40.26-28)

b) Jesus já tinha feito a promessa que eles O veriam morrer e ressuscitar ao terceiro dia (João 2.19-22). Aquele barquinho não iria afundar e aqueles discípulos não iriam morrer sem que a promessa se cumprisse. Assim também o Senhor nos declara: o barquinho de quem tem promessa de Deus não se afundará porque as promessas de Deus serão cumpridas.

"... fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar." (1Coríntios 10.13)

"...retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é Aquele que fez a promessa." (Hebreus 10.23)

Concluímos, com tudo o que vimos (e com o que o Espírito Santo revelará em teu coração posteriormente) que Cristo deveria estar naquele barquinho desde o início, e que os discípulos não deveriam abrir mão da presença do Senhor sem da comunhão com Ele através da oração por nada nesse mundo.

Para concluírem sua viagem e chegarem ao porto com segurança, os discípulos, "de boa mente O receberam [a Jesus] no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam" (João 6.21).

Talvez você conheça Jesus, como aqueles discípulos conheciam. Mas exatamente como eles fizeram você esteja deixando Cristo para trás e se aventurando a navegar sem a presença do Senhor conduzindo teu barquinho. Se você sente que falta domínio em sua vida sobre as dificuldades, sobre as tempestades que se formam no grande mar, e o teu barquinho parece querer afundar, chame Cristo e de boa mente mente O receba...

Ele quer passar à tua frente...

... e te levar feliz, em paz e seguro(a) até o porto!


Com o amor do Senhor...





Sexta-feira, Janeiro 27, 2006, 23:35




PREFERÊNCIA PELOS PORCOS


“Tendo ele chegado ao outro lado, à terra dos gadarenos, saíram-lhe ao encontro dois endemoninhados, vindos dos sepulcros; tão ferozes eram que ninguém podia passar por aquele caminho. E eis que gritaram, dizendo: Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? Ora, a alguma distância deles, andava pastando uma grande manada de porcos. E os demônios rogavam-lhe, dizendo: Se nos expulsas, manda-nos entrar naquela manada de porcos. Disse-lhes Jesus: Ide. Então saíram, e entraram nos porcos; e eis que toda a manada se precipitou pelo despenhadeiro no mar, perecendo nas águas. Os pastores fugiram e, chegando à cidade, divulgaram todas estas coisas, e o que acontecera aos endemoninhados. E eis que toda a cidade saiu ao encontro de Jesus; e vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse dos seus termos.” (Mateus 8.28-34)

PENSAMENTO

A atitude dos moradores da cidade de Gadara para com o gesto libertador de Jesus Cristo não teve sua razão explícita pela narrativa bíblica. Contudo, expressa claramente que aquele povo ficou impressionado por ter visto tamanho estrago material sendo provocado para com os donos daqueles porcos, quando a manada se precipitou no abismo. É como se a presença de Cristo fosse agradável somente até o momento em que não causasse danos materiais, em que não tocasse em nada que pertencesse àquelas pessoas e lhes causasse perdas.

A impressão que temos é que se era preferível manter duas vidas aprisionadas por ninhos de demônios, jogadas aos sepulcros e vivendo em absoluta condição de miséria e exclusão social, a se perder uma manada de porcos.

Ora, sabendo-se que vale mais uma alma salva que o mundo inteiro perdido (Marcos 8.36), que Cristo é poderoso para libertar o cativo e restaurar vidas (João 8.32,36), e tendo Ele nos ordenado a divulgar Seu Evangelho à toda criatura (Marcos 16.15-16), não deveríamos nós nos alegrar e esforçar por anunciarmos Jesus Cristo ao mundo?

Nossas atitudes de comodismo e visão materialista, porém, têm nos impelido a manter-nos atentos aos programas de TV em vez de sairmos pelas ruas evangelizando e falando sobre o caminho da salvação ao pecador perdido; tem nos impulsionado a sobrecarregar-nos de trabalho em vez de reservarmos uns minutos diários em oração pela intercessão das vidas afastadas e desconhecedoras do Evangelho da Graça e também daquelas carentes de oração.

E, como não bastasse, nossa atitude egoísta, na maioria das vezes, eleva nossas orações a Deus em prol de benefícios que serão somente nossos! É como se não estivéssemos dispostos a perder absolutamente nada em nossas vidas em favor da propagação da glória de Deus e das vidas que precisam conhecer Jesus.

Sutilmente expulsamos o Senhor dos nossos termos, quando preferimos passar mais tempo com a tv, com o trabalho, com a Internet, com os amigos, dormindo, passeando, ou em qualquer outra ocupação mais do que com o Senhor Jesus Cristo em oração, meditando na Sua Palavra e trabalhando em prol da expansão do Reino de Deus.

Infelizmente, e esta é uma triste realidade, a maioria de nós, que já nos encontramos com Cristo, está agindo como aquela multidão: expulsando Jesus Cristo de nossas vidas e da cidade que precisa receber dEle a salvação, porque temos tido preferência pelos porcos...


“Perdão, Senhor, Grande Deus, pela grande falta de amor que há em nossos corações. Multiplica o Teu amor em nós, Senhor, e faça de nosso povo uma nação trabalhadora em prol da divulgação do Evangelho e da pessoa maravilhosa do Senhor Jesus. Dá-nos sabedoria e amor para termos preferência sempre pelas almas, e não nos atermos a ocupações que roubem o lugar que deve ser reservado ao Senhor em nossas vidas. Unge nossos pés para caminharmos por campos e valados levando a mensagem da salvação, adestra nossas mãos para guerrear contra o império do mal, dá-nos ouvidos sensíveis para ouvir Tua voz poderosa a nos conduzir, para discernir e conhecer a Verdade, e para escutar e atentar à mais real necessidade do coração ferido. Dá-nos vigor e disposição para trabalhar, meu Deus, pois, embora já estejamos nos últimos minutos para o término da colheita, sabemos que ainda há muito o que fazer... não podemos parar! Desperta em nós, Senhor, meu Deus, o desejo maior de alegrar Teu coração com cada atitude nossa... e que possamos começar tendo prazer e disposição em anunciar a salvação ao mundo, ainda que isso signifique renunciar e nos desfazer de qualquer coisa que possa nos atrapalhar de ver a Tua glória Se manifestando às vidas. Em nome de Jesus, eu oro. Amém.”


Que o Senhor possa falar melhor ao teu coração...





Domingo, Janeiro 22, 2006, 13:34



Crucificados com Cristo

~por Elaine C. Castro ~



Atualmente é comum se observar a doutrina da prosperidade, um evangelho onde o cristão não pode sofrer, nem passar por lutas e provações. Contudo, queremos chamar sua atenção para esse verso que Paulo escreve sobre a nova vida em Cristo e que nos deixa um legado de atitudes que um cristão disposto a viver para Deus deve entender, enfrentar e praticar.

"Crucificado". Eis a primeira observação: "crucificado com Cristo". O que uma pessoa crucificada pode sentir enquanto estiver consciente? A dor dos cravos, por exemplo. Cristo sentiu cada um daqueles três grandes cravos rasgando a carne de Suas mãos e Seus pés. Isso expressa a nós, que também devemos estar "crucificados", a marca de Cristo em nossos pés, que já não andarão como antes, mas deverão seguir pelo caminho da salvação, onde o pecado não está, onde a maldade não atua. Por onde os teus pés têm andado? Eles têm deixado pegadas que conduzirão outras pessoas a Cristo? Eles já foram cravados ou ainda permanecem andando por onde Deus Se desagrada e por onde Ele não iria?

E os cravos das mãos? Ora, quem está crucificado em Cristo têm suas mãos marcadas pelos cravos a fim de que parem de praticar o que é abominável ao Senhor e se voltem a abençoar, a ajudar, a trabalhar da maneira correta e a manusear as coisas certas, que contribuem para a expansão do Reino de Deus e o engrandecimento da pessoa de Cristo. Suas mãos... o que têm feito? Deus tem Se agradado da obra que elas têm realizado? Já trabalham para abençoar ou ainda permanecem destruindo e amaldiçoando ou na posição de petição a Deus, somente?

Observemos ainda a colocação do verbo como o profeta escreveu: "estou crucificado com Cristo". Ele não disse: "fui crucificado com Cristo". O verbo está no presente e traz a impressão da continuidade, da permanência: "estou" (hoje, agora). Muitas vezes é difícil para nós prosseguirmos irrepreensíveis para com as atitudes dos nossos pés e das nossas mãos... por isso, devemos nos lembrar que os cravos "estão" (hoje, agora) ainda em nós. Não devemos nos esquecer disso. Nossas mãos e nossos pés devem permanecer crucificados a fim de desenvolverem toda boa obra para o Senhor e dar todo bom testemunho.

Numa quarta abordagem, observamos que após ter levado o peso de todo o pecado do mundo na cruz, Cristo sofria como peso do Seu próprio corpo pregado sobre o madeiro. Ele tornou-se maldito quando assumiu todos nossos pecados e morreu na cruz (Gálatas 3.13). O peso do teu fardo é grande? No momento em que você é erguido no madeiro como Cristo foi (aceitação de Jesus como teu Salvador e Senhor), o teu fardo passa a ser o de Cristo, que é mais leve e suave (Mateus 11.28-30), para que você possa assumir tua condição de pecador e reconhecer que precisa de Cristo como o teu Senhor. E esse é o grande peso do pecado: renunciar todo o "eu" e permitir Cristo ser tudo em você. Percebemos que quem está crucificado está morrendo... Crucificados com Cristo estamos morrendo para o pecado a cada dia (porque ainda não saímos do madeiro... lembre-se: "estamos" – hoje, agora – crucificados). Morrendo para o pecado, para o eu, para o orgulho, para a arrogância, para a promiscuidade, para o mal, enfim, para tudo o que é abominável ao Senhor.

No momento da crucificação, Cristo sentia a dor da humilhação. Queremos nós de livre e espontânea vontade sermos humilhados? Em outra observação, vemos Cristo nos ensinando que todos quantos queiram viver para Deus padecem perseguição, se tornam motivo de zombarias e são reprovados aos olhos do mundo. Contudo, Cristo suportou a dor da opressão e da rejeição até dos que Ele tanto amava, ainda que tenha ouvido alguém dizer: "Se és o Rei de Israel, desça, agora, da cruz, e creremos!" (Mateus 27.42). Ora, quantas vezes alguém nos disse: "deixe tudo isso!" , num intento de nos convencer a descer do alto da cruz? Cristo poderia ter feito isso. Ele poderia ter usado Seu poder e ter descido de lá. A coragem de Cristo, porém, não estava em fugir da morte, mas sim em enfrentá-la para nos salvar. E essa é outra grande lição do Senhor Jesus para nós no exato momento da crucificação: não abandonar nossa cruz, não fugir da situação, mas enfrentar tudo com honra e coragem. Ainda que nos custe o peso da humilhação, da zombaria, da reprovação, do abandono.

No tempo certo Cristo ressuscitou, glorioso, majestoso, honrado, vitorioso. Três dias depois da Sua morte o mundo contemplou o maior fato que já aconteceu: Cristo ressuscitou. No tempo certo (oxalá seja este o século), o próximo grande fato acontecerá: o arrebatamento dos santos do Senhor, aqueles "estão" (hoje, agora, e permanecerão assim até a volta do Senhor) crucificados com Ele.

Cristo levou três dias para ressuscitar, porque tinha contas a acertar com o inferno... Como tudo já está consumado (obra completa por Cristo), para aqueles que vivem em comunhão com o Senhor, porém, será mais rápida a ressurreição: num abrir e fechar de olhos os que estão crucificados com Jesus morrerão completamente para o mundo... e acordarão com Cristo na Glória.



Estar crucificado com Cristo a cada dia é a maneira que temos para dar valor a todo sofrimento que Ele viveu e reconhecermos que também devemos morrer para o mundo a fim de sermos como Cristo é.


Vamos falar com Deus:

"Senhor maravilhoso e Deus, eu Te agradeço por Jesus, que tudo sofreu sem medir esforços para me ensinar a ser santo e a viver segundo Tua excelente vontade. Por favor me ensine constantemente a viver esses minutos de crucificação como o ladrão que reconheceu Cristo como Senhor e Salvador do mundo, dialogou com Ele mesmo no momento mais triste de sua vida, renunciou seu próprio orgulho e manifestou seu desejo de viver com Ele no Paraíso. Obrigada por toda essa grande lição. No nome de Jesus, minha alegria e meu símbolo de coragem e perfeição, eu oro. Amém."


E que o Espírito Santo fale melhor ao teu coração...





Quinta-feira, Janeiro 19, 2006, 00:15




CRISTIANISMO SEM CRUZ

Por Aloízio Penido - Pastor da PIB em Juiz de Fora/MG


Trago à tona este assunto, em função da seriedade e pertinência da matéria, pois vejo como lamentável a indiferença que tem caracterizado o povo de Deus nos dias atuais ante os grandes desafios morais e espirituais que nos cercam, principalmente se considerarmos o caminho de dor e sofrimento pelo qual Jesus percorreu.

Em parte, esta situação vem se firmando por culpa dos pregadores atuais que levam os membros das igrejas a praticarem um tipo de cristianismo sem sofrimento, sem doença, sem dificuldade financeira, sem rejeição, sem descontentamento, enfim, sem cruz. As pessoas estão aceitando a Cristo como salvador imaginando que a decisão tomada se equivale ao ato de tomar uma vacina que imuniza e livra o cristão de todos os males e problemas desta vida, colocando-o de fora dos dilemas humanos, o que não é verdade.

Que Deus é todo poderoso ninguém duvida, que quer abençoar os seus filhos é crença corrente, mas não podemos alimentar o ensino equivocado da prosperidade e da bênção incondicional sem fundamentação bíblica, como alguns vêm propagando, que Deus vai dar tudo a todos como se estivesse a serviço do cristão. Pensar e agir como se as coisas fossem tão fáceis e simples assim é aceitar e propagar uma espécie de anticristianismo. Afinal, as dores que sofremos também devem ser consideradas como bênçãos de Deus, porque sem elas não teríamos como diagnosticar as doenças e valorizar a saúde.

O homem moderno está mesmo é em busca de facilidades, comodidades e prazer a todo custo. É por isto que a ciência e a tecnologia vêm fazendo esforços para responder a contento os anseios de satisfação e o grau de exigência das pessoas. Como conseqüência dessa busca insaciável, o ser humano tem se tornado doente. Nunca os consultórios de analistas e psiquiatras foram tão freqüentados como nos dias de hoje e as pessoas jamais consumiram tanto medicamento para resolver os problemas de insônia e depressão, causados pela infelicidade, angústia e tristeza de corações vazios. Esta situação visível em grande parte tem sido gerada por uma expectativa falsa, pois o ser humano não foi criado para o prazer, mas sim para desafios e realizações.

Lamentavelmente, muitas seitas e inúmeras igrejas evangélicas têm caído na tentação de apresentar um cardápio de facilidades e promessas sem apoio bíblico, como se o cristianismo fosse um balcão negócios onde se vende sonhos e ilusões, para manter acesa a falsa esperança de muitos pobres e miseráveis que são levados a acreditar que o verdadeiro cristão não passa por tribulações. Que tragédia! Pois ninguém tem o direito de alimentar falsas esperanças, muito menos aqueles que atuam como mensageiros do Deus Altíssimo. Tal situação é agravada pela adesão de muitos irmãos de igrejas históricas, que são consideradas sérias no compromisso com o evangelho, influenciados por estas idéias, em virtude do bombardeio que recebem através dos programas televisivos, rádio e, principalmente, pela música gospel, que enfatiza o ter em lugar do ser.

Com a predominância deste sentimento nada saudável que vem sendo disseminado e facilmente assimilado, os novos crentes estão se tornando cada vez mais indiferentes aos grandes desafios da fé cristã. Freqüentam os cultos quando podem, contribuem quando sobra, oram quando têm problemas, lêem a Bíblia quando vão à igreja e, com algumas poucas e boas exceções, difamam, fazem intriga, se opõem aos pastores e cometem os mesmos erros de pessoas que ainda não tiveram um encontro pessoal com Cristo. Este é um estilo de cristianismo sem cruz e, por conseguinte, sem Cristo.

Foi por esta razão que Jesus condenou com veemência o comportamento dos religiosos de sua época, porque não tinham compromisso autêntico com a essência da fé apostólica. Para Jesus, cristianismo não é filosofia adotada, mas estilo de vida comprometido com os valores eternos, que se traduzem em justiça social, amor ao próximo, respeito mútuo e submissão à vontade de Deus. Mas é só pela cruz que somos capazes de trilhar o caminho do sacrifício, da submissão, do amor, da compaixão que nos reconcilia com Deus e nos aproxima uns dos outros.

Se quisermos alcançar o alvo estabelecido no coração de Jesus de transformar os conceitos injustos arraigados nos corações dos homens em todo o mundo, necessitamos seguir os seus ensinamentos:

"assim como o Pai me enviou eu vos envio a vós" (Jo 20.21b).

Jesus é o nosso modelo e exemplo. Espelhemo-nos nele para que sejamos discípulos de verdade, que vivem à sombra da cruz.

(Extraído do site Jesus Site)






Sexta-feira, Janeiro 13, 2006, 10:38



MÚSICA OU MINISTÉRIO?
Por Carlos Sider



The only music minister to whom the Lord will say, "Well done, thy good and faithful servant," is the one whose life proves what their lyrics are saying, and to whom music is the least important part of their life. Glorifying the only worthy One has to be a minister's most important goal!

O único ‘ministro de música’ acerca do qual o Senhor dirá: ‘Bem está, servo bom e fiel’ é aquele cuja vida confirma o que suas letras estão dizendo, e aquele cuja música é a parte menos importante de sua vida. Glorificar ao único que é digno tem de ser o mais importante objetivo do ministro.


São palavras de Keith Green - Trata-se de um músico cristão norte-americano, cujo curto ministério teve grande influência na vida e formação ministerial de muitas pessoas (a começar por mim). Gravou seu primeiro trabalho cristão em meados da década de 70, com pouco mais de 20 anos. Faleceu em 1982, vítima de um acidente aéreo, aos 28 anos de idade. Você pode saber mais sobre ele em www.lastdaysministries.org (site em inglês)

O termo ‘ministro de música’ foi mais usual no passado; hoje nem tanto. Hoje dizemos ‘pastor de adoração’, ministro de louvor, músico cristão, etc. Mas creio que a declaração acima vale para qualquer um que em sua ministração use música ou qualquer outro tipo de arte.

Olhando para o que se tem praticado nas igrejas e no meio cristão brasileiro, vemos algo – no mínimo – estranho. É certo que não encontraremos ninguém que afirme discordar da frase de Keith Green, mas daí a encontrar alguém que demonstre esta realidade no seu dia a dia... É duro. É difícil. Para viver esta realidade há que se caminhar contra, remar contra a maré do mercado, desafiar empresas gravadoras e promotoras de eventos, enfim, ser um calo no pé de muita gente.

Sei que para alguns minhas palavras podem soar um tanto carregadas de tinta, mas eu o convido a passar por alguns itens que ilustram o que eu digo. Chamo a sua atenção não para o que falamos, mas para o que fazemos. Atitudes e não palavras. Atitudes que demonstram o que de fato somos e pensamos, independente de nossas declarações por vezes oportunistas e ‘politicamente’ corretas.

Que ‘ministro’, que nada...

O músico cristão é um ministro? Alguém que recebeu a incumbência de falar e pregar o que recebeu e recebe de Deus? Não! Nossa realidade prática diz que músico é músico, um artista.

No fundo não deixa de ser verdade (ele precisa da arte para desenvolver seu ministério). Mas o problema está na prioridade. Se sou um ministro eu uso a minha música a serviço do ministério. A música é portanto ferramenta, não produto final. Se sou ‘apenas’ um artista, um músico, a música é meu produto final.

Como a nossa realidade prática afirma que músico é artista, não ministro?

Estava na semana passada em um restaurante com um colega, um conhecido músico cristão. Relembrávamos nossas experiências: as boas e as más. Dentre as más, chorávamos as vezes em que fomos convidados para sermos ‘vaso de flor em festa de igreja’. As vezes em que fomos chamados para uma festinha de aniversário como presente para o aniversariante, que sempre ‘sonhou’ em ter o seu ‘parabéns a você’ puxado pelo fulano de tal. As vezes em que fomos convidados porque a nossa voz é peculiar, porque tocamos isso ou aquilo...

Não é de se estranhar que mais e mais ‘artistas cristãos’ gostem desse ritual e comecem a cobrar seus cachês e impor suas condições... afinal, quem é o artista?

Vida coerente? Quem pensa nisso?

Sou do tempo em que se dizia que devemos procurar nos apresentar preparados, como obreiros do que não tem do que se envergonhar. Sou do tempo em que ministro tinha (e tem) lá suas qualificações de vida para exercer seu ministério.

Mas quem presta atenção a isso hoje? Muito pouca gente... Ao contrário, certos músicos e certos grupos são tratados por gravadoras e agências como ‘produtos’ e não pessoas de carne e osso. Pouco importa o que são na vida real; vale o que parecem ser.

Resultado? Ora, não procure muito! Corre-se o risco de descobrir coisas desagradáveis... Talvez algum de seus artistas ‘gospel’ prediletos nem cristão de fato seja... Talvez outro não possa mesmo mostrar

sua família, pois de qual falará? Da primeira esposa e filhos, da segunda, ou da atual, colega de banda, que aliás está grávida?

Mas quer ver um exemplo oposto? Gosto muito da música e das letras de Steven Curtis Chapman (americano, 43 anos). Apesar dos Grammys que já ganhou, segue sendo um exemplo de ministro. Ele anda compondo letras sobre adoção de crianças. Oportunismo? Balela? Ora, entre em outra página do site (www.stevencurtischapman.com) e veja uma foto dele, da mulher, dos 3 filhos biológicos e das 3 meninas chinesas que adotaram. Mais ainda, veja que ele abriu uma fundação que dá bolsas a famílias que queiram adotar crianças, já que o processo de cada adoção pode custar caro. No final, o que fala mais alto? As letras dele ou a vida dele?

Vida que confirme suas letras de música? Letras que retratem seu dia a dia?

’Carlos, pare com essa conversa chata...’ O que vende é música ‘pra cima’, falando de vitória, de sucesso, de prosperidade. O que vende é música de letra fácil, curta, com a qual todo mundo concorda e canta de olhos fechados. Entretenimento, meu caro, en-tre-te-ni-men-to! Canções que mostrem seus fracos e como você os resolve? Ora, não assuma esse tipo de risco...

Conversa de gravadora? Não! Realidade de mercado mesmo. A gravadora só retrata o que percebe no dia a dia. Nosso povo cristão prefere consumir músicas de entretenimento, até como uma consequência do tipo de evangelho (ora, não era pra ter um só?) que hoje se vive nas igrejas. Se a igreja virou um ‘produto’ a ser vendido para os fiéis, por que não nossas músicas?

A música como menos importante?

É, soa mesmo estranho. Ainda mais no clima de excelência que um músico gosta de trabalhar.

Mas se a música for a primeira prioridade, não estamos falando de ministério. Como diz Keith Green, a prioridade deve ser glorificar ao Deus do ministério; a música vem lá no final da fila. E quem conheceu Keith Green sabe que ele estava longe de ser alguém ‘pouco excelente’ no que fazia. Sua música é destacada, suas performances instrumentais são impressionantes. Mas definitivamente o que fala mais alto é sua vida e seu ministério (fala até hoje, quase 25 anos após sua morte).

A excelência no que fazemos deve e precisa existir, mas como consequência do ministério que abraçamos.

A situação tem remédio?

Não creio que devamos falar de remédio. Tampouco creio que Deus está surpreso com as coisas que hoje estão por aí. Ele mesmo já nos preveniu e avisou do esfriamento da fé nos últimos tempos. Portanto, creio que o consumismo que hoje se percebe no meio cristão faz parte desse cenário.

Entretanto, como Deus tem me ensinado, pouco importa o que outros esteja falando ou fazendo. Importa é o que eu estou fazendo. Importa é saber qual tem sido a qualidade do meu ministério perante Deus.

Eu realmente pretendo estar diante Dele e ouvir de Sua boca: ‘bem está, servo bom e fiel’. Ou como diz Ed René Kivitz, ouvir Deus falar : ‘valeu!’


(Fonte: Pro Voice)







Sábado, Janeiro 07, 2006, 00:59





A Pedra no caminho - Cena 1:

Eu ando pela rua. Há uma pedra lá no meio. Ninguém dá nada por ela. Sem perceber, tropeço nela. Ela nem se move... Eu me machuco... maldita pedra! Estava no meu caminho de propósito! Não tem nenhuma utilidade para minha vida a não ser me machucar. Vou jogá-la fora! Vou tirá-la do caminho para que não incomode mais ninguém. Com minhas próprias mãos, eu jogo a pedra bem longe dali... e volto para minha vidinha rotineira sem nenhuma mudança. Afinal, não quero que minha caminhada seja interrompida por uma pedra!


A Pedra no caminho - Cena 2:

Eu ando pela rua. Há uma pedra lá no meio. Ninguém dá nada por ela. Sem perceber, tropeço nela. Ela nem se move... Eu me machuco...

Ops!... aquela pedra conseguiu chamar minha atenção! Como é que eu me esbarrei nela e ela nem se moveu? Percebo que ela não foi colocada ali de propósito, não... Essa pedra deve ter alguma utilidade para mim. Volto à pedra e mexo com ela novamente. Novamente percebo que ela é inabalável. Que maravilha! Não vou abrir mão dessa pedra que encontrei. Terei que mudar o caminho para guardá-la, pois vou usá-la como pedra de esquina na coluna central da casa que estou a construir. E assim ela será útil para mim e para outras pessoas que também poderão se abrigar em minha casa. Com essa pedra tão resistente sei que nada abalará minha morada...

Conclusão:

No meio do caminho havia uma pedra... essa pedra é Cristo. Ninguém deu nada por Ele (Isaías 53.1-3). Muitas pessoas que tiveram a oportunidade de O encontrá-Lo, rejeitaram-No (João 1.11). Houve quem lançasse fora a pedra com suas próprias mãos (Mateus 27.15-54).

Houve, porém, quem entendesse o valor e a utilidade que essa Pedra tem para sua vida e não exitou em guardá-La para si (João 1.12-13). Ouviram Suas palavras e, ainda que elas ferissem essas pessoas, as tais as receberam e guardaram (Salmos 119.11), a fim de edificarem sua casa sobre a rocha inabalável que Se manifestou entre nós (Mateus 7.24-25).

A pedra no meio do caminho foi um tropeço que toda a humanidade sofreu: sua história parou para começar de novo a partir do nascimento de Cristo e, depois dEle, o mundo jamais foi o mesmo. Muitos se escandalizaram, foram confundidos e rejeitaram a pedra. Suas vidas permanecem sem sentido.

Quem creu nela, porém, percebeu na prática o quanto Ela é forte e necessária para nossas vidas, porque Sua própria boca o disse:


“Há outro Deus além de Mim? Não! Não há outra Rocha que eu conheça” (Isaías 44.8b)


E, por isso, hoje cantam com toda certeza:

“Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha fortaleza; não serei abalado” (Salmos 62.6).


Queres ver a diferença que essa pedra pode fazer em tua vida? Leve Cristo para sua casa...






Segunda-feira, Janeiro 02, 2006, 00:00



OS EXCLUÍDOS DA ASSEMBLÉIA DOS SANOS


Meditando sobre a Palavra do Senhor escrita no capítulo 23 do livro de Deuteronômio, fui tocada ao me deparar com as seguintes expressões:

"1. Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na congregação do Senhor.

2. Nenhum bastardo entrará na congregação do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Senhor.

3. Nenhum amonita nem moabita entrará na congregação do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Senhor eternamente.

4. Porquanto não saíram com pão e água, a receber-vos no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto alugaram contra ti a Balaão, filho de Beor, de Petor, de Mesopotâmia, para te amaldiçoar.

5. Porém o Senhor teu Deus não quis ouvir Balaão; antes o Senhor teu Deus trocou em bênção a maldição; porquanto o Senhor teu Deus te amava."
(Deuteronômio 23.1-5)

A epígrafe do texto à cima diz: "Pessoas que são excluídas das assembléias santas"

E é esse o assunto que o Senhor colocou no meu coração tratar neste post: QUEM COMPÕE A ASSEMBLÉIA DOS SANTOS QUE IRÃO VIVER NA GLÓRIA?
Observe que a palavra central da epígrafe citada é "excluídas". Ora, excluídas não são somente aquelas pessoas que não integram, mas também aquelas que faziam parte e foram retiradas.

É bastante polêmico tratarmos sobre esse assunto, com vistas à "tantos evangelhos" anunciados nos dias atuais, pregando uma salvação fácil, que não requer mudanças nem renúncias por parte daqueles que pretendem viver no Céu com Jesus; um evangelho triunfalista, que observa bênçãos e satisfação de interesses temporais, somente nesta vida, e se esquece de tratar dos assuntos do Reino, para a vida futura e eterna, e que engrandecem prioritariamente a glória de Deus.

Desde o início da história do homem, porém, vemos o Senhor tratando o Seu povo com amor e zelo, mas também com muita correção e justiça diante de tantas falhas cometidas por aqueles que deveriam ser, mais na prática do que na teoria, a imagem e semelhança de Deus.

Deus havia liberto Seu povo da escravidão do Egito e instituiu a assembléia solene como uma reunião santa para ofertar honras e sacrifícios pacíficos ao Senhor (Levíticos 23.36; Números 29.35; Deuteronômio 16.8).

Da mesma forma, eu, você e todos quantos receberam Jesus Cristo como único, suficiente e eterno Senhor, Intercessor e Salvador de suas vidas, fomos resgatados por Ele do mundo (Egito), para viver em comunhão com Deus e ter direito de participar da assembléia dos santos que se formará no Céu de Glórias por uma multidão de salvos arrebatados por Jesus para Si.

Gosto muito de analisar os textos bíblicos da época da lei contextualizando-os com a atualidade do tempo da Graça. E, numa analise comparativa, vejo o Senhor, simbolicamente anunciando para nós hoje três tipos de cristãos que não entrarão no Reino dos Céus, por mais que cantem, dancem, pulem, falem em mistérios, sapateiem, profetizem, chorem, preguem em nome de Deus. Vejamos:

1. MEMBROS IMPRODUTIVOS - "Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na congregação do Senhor." (Deuteronômio 23.1)

Diante de tamanha proliferação do pecado e do mal, Deus teria todos os motivos para destruir ou simplesmente abandonar esse mundo de vez, não fosse pela presença da Igreja sobre a face da terra, a fim de anunciar o Evangelho e contribuir assim para que o nome do Senhor seja ainda mais glorificado. A Igreja tem sido a coluna de sustentação do mundo, e sua permanência aqui é o que não tem permitido com que todo o sistema humano se desmorone de vez e seja completamente dominado pelo império do mal.

Ainda existem milhares de milhares de vidas que precisam ser resgatadas do caminho da perdição. E a missão da Igreja do Senhor Jesus Cristo é esta: anunciar o Evangelho da Salvação em todo o mundo e formar discípulos para o Reino de Deus:


"E [Jesus] disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado." (Marcos 16.15-16)


"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo." (Mateus 28.19)


A triste realidade, porém, é que, a cada novo dia, as igrejas, estão crescendo seu número de membros e diminuindo seu número de verdadeiros profetas. Milhares de templos novos são erguidos a cada ano em todo mundo e, no entanto, há um comodismo muito grande na maior parte das pessoas que freqüentam as igrejas e não assumem nenhum compromisso com Deus (e das que assumem, poucas o honram!) em relação à ordem do Senhor Jesus para anunciar o Evangelho e resgatar para Deus vidas das garras do maligno.

Tais pessoas esquecem-se (ou simplesmente nunca atentaram para isso!) que o preço pago pelas vidas que estão dentro das congregações é exatamente o mesmo que foi pago pelas vidas que seguem aos milhões para o abismo eterno. Importam-se consigo mesmas e não demonstram nenhum afeto às vidas que perecem, e às quais Cristo amou de forma tão incomparavelmente sublime, aponto de, por elas também, Se entregar à maldita morte de cruz. Demonstram sim, falta de amor pelo semelhante e pelo sacrifício e pela obra redentora de Cristo no Calvário. Ainda não atentaram para a expressão "TODOS", que faz toda a diferença na história da crucificação e da salvação do mundo. No Evangelho, segundo escreveu São João, lemos:


"Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu Filho unigênito, para que TODO aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3.16)


A morte de Cristo aconteceu por TODOS e não exclusivamente por judeus ou por qualquer outro povo.


"Digno és [Senhor Jesus] de tomar o livro e abrir os seus selos, porque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra." (Apocalipse 5.9-10)


Tão pouco aconteceu somente pelas pessoas do tempo em que Jesus viveu ou só pelas pessoas dos dias atuais:


"E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras. E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; e saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos." (Mateus 27.50-53)

O preço pago pelo Senhor Jesus quando imolado como cordeiro santo e imaculado para nos resgatar do cativeiro do pecado... foi por TODOS! E por isso Ele nos convida a dividirmos com nossos semelhantes essa graça que recebemos, e nos incumbe da missão e da honra de levarmos o Seu sacrifício e o Seu amor ao conhecimento de TODOS.


"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz." (1Pedro 2.9)


Ainda em vida, o Senhor Jesus também advertiu Seus discípulos:


"Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. (...) Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi e avós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça." (João 15.5-6,16)

O fruto tratado aqui é o fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.19-25), que é o caráter de Cristo em nós manifesto através de nossas atitudes e testemunho. Assumir tal caráter também significa, além de viver como Cristo viveu, realizar as mesmas obras (ou maiores até... João 14.12) que Ele fez. Jesus não citou nome de A ou de B quando instruiu Seus discípulos a evangelizar:



"E [Jesus] disse-lhes [aos discípulos que estavam com Ele]: Ide por todo o mundo..."

Portanto, se você hoje é um discípulo de Jesus, essa missão de produzir frutos para o Reino de Deus também cabe a você.

2. MEMBROS SEM IDENTIDADE - "Nenhum bastardo entrará na congregação do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Senhor." (Deuteronômio 23.2)

Da mesma forma em que as igrejas estão lotas de pessoas sem compromisso com a causa do Evangelho, também está lotada de pessoas que se dizem "filhas de Deus" mas que nunca assumiram a identidade cristã. Isto é, pessoas que desceram às águas do batismo, receberam seus cartões de membro mas nunca tiveram de Deus a paternidade assumida porque nunca nasceram de novo...


"Mas a todos quantos O receberam [a Jesus] deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no Seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus." (João 1.1213)


"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus cristo, que, segundo a Sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e que não pode murchar." (1Pedro 1.3-4)

Jesus não disse, em nenhum momento dos registros bíblicos, que a condição para sermos salvos seria somente freqüentar uma igreja ou nos comportarmos como cristãos, Seus seguidores. Há uma diferença muito grande entre "ser crente" e "ser salvo".


"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci." (Mateus 7.21-23)


"E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito." (Gálatas 5.24-25)


Os verdadeiros filhos de Deus devem viver o que pregam. Não devem se mascarar como título de "evangélicos" e continuar com hábitos de vida como os do mundo. O verdadeiro cristão deve ser reconhecido pelo brilho do Espírito Santo em sua vida, que se reflete em seus atos, seus pensamentos, suas palavras, seus valores, seus sentimentos, sua prática de vida. A Palavra de Deus nos diz que os filhos de Deus são "novas criaturas" em Cristo Jesus. E diz também que quando renascem da água e do Espírito, "as coisas velhas já se passaram; eis que tudo se fez novo" (2Coríntios 5.17). O que vemos, porém, é que há muitos que se dizem "filhos de Deus", isto é, teoricamente mortos para o pecado e renascidos em Cristo, permanecendo e praticando todas as coisas que faziam antes de serem salvos por Jesus. Ora, se permanecem em nós os mesmos desejos de satisfazer as nossas vontades e as mesmas práticas também, definitivamente não nascemos de novo do Espírito.


"Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito." (João 3.3-6)


Existe uma afirmação incoerente dentro da maioria das igrejas e que tem impregnado a mente da maioria dos cristãos, que determina (baseada não sei em quê!) que "Deus quer mesmo é o coração."

Mas quero discordar dessa ótica, porque vejo nessa afirmação uma monobra para se instaurar um evangelho barato, sem renúncias, onde se fala em Jesus mas não se vive o que Jesus nos ordena a viver, isto é, A SANTIFICAÇÃO, SEM A QUAL NINGUÉM VERÁ A DEUS (Hebreus 12.14).

A 1ª epístola de João, no capítulo 2 e versículos 15 a 17, diz:


"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre."


Ser cristão tem se tornado cada vez mais fácil no decorrer dos tempos. Ser um cristão autêntico, porém, tem se tornado um desafio para todas as pessoas que querem viver piamente na presença de Deus. O capítulo 19 do livro de Atos narra a história de sete judeus exorcistas ambulantes que tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre pessoas que tinham espíritos malignos, dizendo:



"Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega." (Atos 19.13)

Respondendo, porém, o espírito maligno, disse aos filhos de Ceva:


"Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?" (Atos 19.15)

Aqueles homens foram envergonhados diante de muitas pessoas quando o homem que tinha o espírito maligno saltou neles e os feriu, espancou, deixou-os nus, obrigando-os a fugir. Isso aconteceu porque eles não possuíam uma identidade que atestasse a paternidade de Deus em suas vidas. Eram bastardos, como tantos que hoje há em nosso meio, a saber, pessoas que usam o nome de Cristo para se manterem rotuladas como "cristãs" mas que se confundem com o mundo e não podem ser (nem são) reconhecidas como filhas de Deus.

A palavra do Senhor nos diz que "o próprio satanás se transfigura em anjo de luz" (2Coríntios 11.14) para fazer "sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos" (Marcos 13.22). Somos o Israel de Deus. Os filhos de Sião. Não podemos nos deixar convencer pela aparência do mal nem permitir que nossas atitudes e testemunho banalizem o Evangelho Genuíno de Cristo. Pois "aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou". (1João 2.6)


3. MEMBROS SEM AMOR - "Nenhum amonita nem moabita entrará na congregação do Senhor; (...) Porquanto não saíram com pão e água, a receber-vos no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto alugaram contra ti a Balaão (...) para te amaldiçoar". (Deuteronômio 23.3-4)

Houve um momento na história do êxodo de Israel que o povo precisou passar pelas terras dos moabitas e dos amonitas para seguirem o caminho em que o Senhor havia indicado a Moisés. Mas numa expressão de falta de sentimentos por aquele povo outrora 400 anos escravo do Egito, os reis dos termos proibiram aos hebreus passarem por lá. (Deuteronômio 2)

O sofrimento de Israel configura o sofrimento de muitos amados dentro das congregações. Pessoas que passam pelos mais diversos problemas, como fraqueza espiritual, dificuldades financeiras, decepções amorosas, humilhações, problemas conjugais e familiares, discriminação, enfermidades, e não encontram (ou quase não encontram) a orientação ou o apoio por parte dos irmãos da igreja onde congrega. Isso só revela como há hipocrisia no meio dos cristãos! Essa triste verdade é uma realidade dolorosa e vergonhosa entre os que almejam a vida eterna.

Tantos congregados pregam amor ao próximo e guardam dentro de si a mágoa; pregam alegria da salvação mas sofrem dentro de si a incerteza da sua própria salvação; pregam acerca da justiça de Deus, mas são os primeiros a acusar e condenar os irmãos. Quantas pessoas que se acham no direito de julgar e condenar irmãos fracos e caídos na fé, demonstrando na prática toda falta de amor que pregam não dever existir dentro da Igreja! Quantas pessoas insensíveis, que se julgam santas e potentes, ao ponto de humilhar e menosprezar os irmãos menores na fé e na hierarquia apostólica, num legado de favoritismos e discriminações! Quantas mentiras, fofocas, mexericos e profanações diversos proferidos pelos lábios daqueles que pregam o que não vivem e vivem o que não pregam, demonstrando somente a incoerência de suas vidas diante de Deus! São pessoas que não medem conseqüências e não observam o tamanho do estrago que a hipocrisia pode trazer para suas vidas e para as vidas de muitos irmãos que as rodeiam.


"Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem." (1Coríntios 11.30)


E, como a Igreja é um corpo (1Coríntios 12.27), todo ele acaba por sentir também as dores desse mal que acomete muitos dos seus membros ... todo o corpo padece profundamente (1Coríntios 12.26).

A falta de amor ao próximo tem deixado muitas pessoas externas à glória de Deus. Estão envoltas em uma nuvem de ilusões quanto à salvação mas não têm renunciado o seu mal para que Deus verdadeiramente opere o milagre da salvação em suas vidas. Vivem de aparências e acabam por não receberem as bênçãos maravilhosas que o Senhor reserva para todos os limpos e sinceros de coração, que vivem segundo o Seu caráter e amam com o amor do Senhor...

Se Cristo tivesse sido hipócrita e dispensado um falso amor sobre a humanidade (que estava destinada à morte por toda a eternidade), que esperança teríamos hoje? Que seria de nós? Não temos todos nós o direito de entrarmos no Reino dos Céus através da salvação em Cristo Jesus que nos amou de verdade e a Si mesmo se entregou por todos? Qual é, pois o direito que muitos julgam ter para condenar e/ou absolver outros? E sob a determinação de quem foram feitos melhores e mais importantes do que os outros filhos de Deus?

A falta de amor ao próximo tem conduzido muitas pessoas a desprezar outras, não se importando com seus sentimentos e valor diante de Deus e diante do mundo. O orgulho e a arrogância têm sido molas propulsoras nas vidas de muitas pessoas que têm pregado o que não têm vivido e também vivido o que não têm pregado. A queda de muitos irmãos da fé tem se tornado motivo para exclusões, favoritismos, humilhações, iras, facções, justiças com as próprias mãos. Deus, porém, não tem nos ensinado assim, mas instrui Seu povo a amar e se dedicar ao próximo com amor sincero e amigo, a fim de ajudar os irmãos espirituais a se fortalecerem nessa árdua caminhada para o Céu.

Em vez de derrubar ou manter caído um irmão, estendamo-lhes a mão e ajudemo-lho a se levantar e a se firmar diante do Senhor. Lembremo-nos sempre que um dia, um de nossos pés também poderá falhar.

Há alguns dias ouvi uma frase muito séria e certa, que diz:


>"Se a Igreja não parar de julgar as pessoas, ela vai deixar de ser um hospital para ser um tribunal."


Infelizmente, já alguns tribunais estão funcionando sob o título "igreja", onde a prática do julgamento é constante. Nenhuma falha gera motivos para julgamentos dos irmãos; uma única falha é motivo para se condenar um irmão; muitas falhas são motivo para exterminá-lo.

Há um ditado que diz: "Pau que nasce torto, morre torto." E, em relação às mudanças das vidas e a regeneração do homem, a igreja parece ter adotado essa mentira diabólica em seu coração, menosprezando o poderio e a sabedoria de Deus e adotando para si uma postura julgadora e condenatória. Ora, se Cristo era carpinteiro (Marcos 6.3), não há pau que Ele não possa concertar. E, como em toda carpintaria há ferramentas para o carpinteiro trabalhar, Jesus conta comigo e com você, membro da Igreja do Senhor, não para destruirmos vidas com nossos julgamentos e opiniões pessoais, mas como Seus instrumentos de trabalho nessa grande obra de restauração dos pecadores...

Que a improdutividade, a falta de identidade e a falta de amor ao próximo sejam práticas distantes da tua vida, amado(a) leitor(a)! E que todos nós possam viver embaixo da dispensação do Senhor, alheios a qualquer prática que possa interferir no nosso relacionamento com Deus. Só assim poderemos nos encontrar na grande Assembléia dos Santos, que será a maior e mais bela reunião já agendada nos Céus e na terra...





No amor Daquele que mais nos amou...















"Esquentou-se-me o coração
dentro de mim;
enquanto eu meditava
se acendeu um fogo..."
(Salmos 39.3)

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O homem deve:
Ler a Bíblia
para ser sábio;
Crer na Bíblia
para ser salvo;
Praticar a Bíblia
para ser santo.









Nas telas que assina,
Elaine Cândida.

Diante do espelho,
simplesmente Elaine.

Em família, Lane.

Por onde tem pregado o Evangelho,
missionária Elaine.

Na igreja Assembléia de Deus,
onde serve ao Senhor,
irmã Elaine.

Na escola onde alfabetiza,
tia Elaine.

No mundo, adoradora.

No coração de Deus, filha amada.

Louvado seja o SENHOR
por tudo isso!

( Mais no perfil...)
~ GALERIA VIRTUAL ~



"Não que sejamos capazes
por nós mesmos...
mas a nossa capacidade
vem de Deus."
(2Coríntios 3.5)




Em Que e em Quem Creio?

Creio na Bíblia, a Santa Palavra verbalmente inspirada pelo Espírito Santo, como a Palavra de Deus infalível, a única autoridade para a fé e a conduta cristãs;

Creio no Deus Trino, representado por Pai (Jeová), Filho (Jesus Cristo) e Espírito Santo (Consolador);

Creio na existência de satanás, chamado diabo, no seu atual controle sobre a humanidade não arrependida, e na sua intenção de destruir a Igreja do Senhor Jesus;

Creio na queda e no estado perdido do homem, cuja total depravação torna necessário o novo nascimento em Cristo Jesus;

Creio na divindade de Jesus Cristo, no Seu nascimento virgninal, na Sua morte e na Sua ressurreição física, na Sua presente exaltação à direita de Deus e na Sua volta pessoal, preliminar e iminente;

Creio nos feitos miraculosos e maravilhosos de Jesus Cristo pessoalmente em vida e através do Seu nome após Sua morte, inclusive ainda nos dias de hoje, segundo o que foi descrito pela Bíblia;

Creio na expiação dos pecados através da morte substitucionária de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, e do derramamento do Seu sangue como sacrifício definitivo e suficiente para nos aproximar de Deus e nos purificar de todo o pecado;

Creio na salvação obtida, pela Graça de Deus, através da fé, e não através das nossas próprias obras;

Creio na ressurreição dos salvos para a vida eterna no Céu;

Creio na vida eterna ao lado de Deus, na Cidade Santa, livre de toda sorte de dor e pecado;

Creio na Igreja como o Corpo e a Noiva de Cristo, formada apenas por aqueles que experimentaram o novo nascimento, pelos quais Ele agora faz intercessão no Céu e para os quais Ele voltará outra vez;

Creio em Jesus Cristo como o único Mediador entre Deus e os homens e o único nome ao qual se deva prestar devoção e honras;

Creio na Grande Comissão de Cristo para a Igreja de ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda criatura, batizando e ensinando aqueles que crerem;

Creio que o movimento ecumênico, que defende a união de todos os tipos de religiões e credos, NÃO É BÍBLICO, pois contraria os princípios doutrinários de separação eclesiástica e pessoal estabelecidos pela Palavra de Deus. Por isso, este blog não se associa com tal movimento.






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O Sublime Momento da Oração...
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"Vinde,
cantemos alegremente
ao Senhor,
cantemos com júbilo
à Rocha da nossa salvação!"
(Salmos 95.1)


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